Coligação pede a cassação da prefeita Ivete
Prefeita eleita no último domingo é acusada de compra de votos pela coligação do então candidato Zé Belo
A eleição suplementar do último domingo, dia 07, em Dom Expedito Lopes já passou, mas ainda persiste com polêmicas. O pleito foi marcado, dentre outras ações de corrupção eleitoral, pela prisão do empresário José Ferreira Dantas (Dantas Pneus), que foi autuado em flagrante de delito por prática de crime eleitoral acusado de transporte ilegal de eleitores no município de Dom Expedito. A pena prevista é de 4 anos de reclusão.
Dé Dantas, como é mais conhecido, é sobrinho do esposo da candidata Francisca Ivete (PRTB) e estava transportando eleitores sem a autorização da Justiça Eleitoral em um veiculo Hilux (sem placa divulgada). O fato aconteceu na localidade baixa do Juazeiro, na cidade de Dom Expedito Lopes. O promotor eleitoral, Dr. Flávio Teixeira determinou a condução do mesmo à delegacia do município. Para exercer o direito de votar, o mesmo foi conduzido a sessão eleitoral no povoado Buriti Grande, escoltado pela Polícia Federal, e em seguida reconduzido a delegacia, onde permaneceu detido até por volta das nove horas da noite. Após prestar os esclarecimentos, Dantas teve a liberdade provisória concedida pelo Juiz Eleitoral da 62ª segunda zona eleitoral de Picos, Dr. João Borges.
Outra ocorrência foi registrada através de TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) na 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Dom Expedito Lopes, dá conta de que dois homens foram detidos em flagrante ao tentar reaver a quantia de R$ 1.000 que seria fruto da compra de votos,cuja importância encontra-se em poder da polícia e a disposição da Justiça Eleitoral.
Marciel Rodrigues dos Santos compareceu à delegacia de Dom Expedito com seu advogado, Evaristo de Barros Rocha, e declarou que nos dias 27, 28 e 29 de outubro, Adair Andrade Miranda, cabo eleitoral da candidata Ivete, esteve em sua casa com a quantia de um mil reais. Segundo o depoimento de Marciel, o dinheiro seria para que os cartazes do candidato José Belo (coligação PSB/PMDB) fossem retirados da frente de sua casa e no lugar fossem colocadas fotos da candidata Francisca Ivete do Nascimento Lima (coligação PRTB/PDT), o que significava apoio e voto para a referida candidata. A quantia foi entregue por um homem chamado de Iago no dia 1º de novembro.
Segundo Agrimar Rodrigues, procurador da coligação “O Progresso Continua”, que também é presidente da OAB – subsecção de Picos, na véspera da eleição (06), durante mais uma tentativa de reaver o dinheiro de Marciel, que se negou a deixar os cartazes com as fotos da candidata em sua residência, policiais militares flagraram a ação. O major Vicente Carlos, comandante do 4º BPM de Picos e o policial conhecido como Roberto, levaram os envolvidos até a delegacia, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.
Outro crime foi citado pelo procurador. Segundo Agrimar Rodrigues, mais de 20 (vinte) homens foram contratados como seguranças, que nas palavras do mesmo, atuou como uma “MILÍCIA PARTICULAR”, constrangendo pessoas e impedindo que eleitores da coligação “O Progresso Continua” de votarem.
Neste caso tem-se como vitimas José da Guia de Sousa (44), casado e residente em Dom Expedito Lopes e Francisco Alves de Moura (32). O segurança em questão é José Roberto de Carvalho, casado, natural e residente em Picos.
VERSÃO DAS VÍTIMAS
José da Guia de Sousa: afirmou que estava no centro da cidade de Dom Expedito Lopes em companhia do amigo Francisco Alves de Moura, se dirigindo para o local de votação, quando foi abordado pelo autor da infração, o qual passou a lhe revistar e impedindo que Francisco fosse votar.
A mesma versão foi dada por Francisco Alves de Moura.
Já o acusado, José Roberto de Carvalho, afirma que estava trabalhando como segurança para a candidata do PRTB, Ivete. Ele nega que tenha feito busca e que tenha atrapalhado a votação.
CASSAÇÃO
Segundo o procurador Agrimar, o pleito está maculado, viciado, seja por abuso do poder econômico, corrupção eleitoral ou captação ilícita de sufrágio e que isso vai ser objeto de ação de imputação de mandato eletivo, ou seja, será pedida a cassação do mandato da prefeita eleita no último domingo (07), Francisca Ivete do Nascimento Lima da coligação PRTB/PDT, que venceu as eleições por apenas 13 votos de diferença em relação ao segundo colocado, José Belo de Sousa da coligação PSB/PMDB.
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