Modelo de cooperativas de mel é destaque na produção em Picos

Portal Farol Comunitário destacou modelo das cooperativas dos produtoras de mel em Picos


26/10/2010 - 16:25 - Da Redação
Modelo de cooperativas de mel é destaque na produção em Picos
Produtors de mel em Picos são destaque no Portal Farol Comunitário

O Portal Farol Comunitário destacou em matéria da Agência Usp e da jornalista Rosemeire Soares Talamone o modelo de Projeto Integrado de Negócios Sustentáveis (Pins) implantado nas cooperativas produtoras de mel em Picos. Leia Matéria:

Pesquisadores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo criaram um modelo de Projeto Integrado de Negócios Sustentáveis (Pins) para a consolidação e viabilização do agronegócio brasileiro, em especial do desenvolvido pelos pequenos produtores rurais.

No Pins, os pesquisadores Marcos Fava Neves, professor da FEARP e Luciano Thomé e Castro, da FGV, trabalham com o conceito de empresa âncora em uma rede de criação de valor e sua orientação para o mercado. Eles afirmam que esse é um conceito dirigido pela demanda, onde a produção já estará vendida ou encomendada antes ainda da decisão de produção, ou seja, as âncoras criam valor para os parceiros, definem regras, estabelecem e estruturam redes, atuam como centro estratégico.

O estudo deu origem a obra Agricultura Integrada – Inserindo Pequenos Produtores de Maneira sustentável em Modernas Cadeias Produtivas (Ed. Atlas, 149 pp, R$ 38,00) organizada pelos pesquisadores. Outros 16 pesquisadores participaram com capítulos que, além da descrição do modelo e métodos para a aplicação do Pins, dão exemplos de sua aplicação, como no Polo de Avicultura de Barreiras, na Bahia, e no estudo de sustentabilidade pode meio de integração de cooperativas como no caso da produção de mel na região de Picos, no Piauí.

PINS
O modelo Pins de gestão de projetos com visão integrada e não restrita aos limites da empresa foi dividido em quatro grandes blocos. O primeiro aborda a dimensão de “projeto”, sua viabilidade e atratividade, seguida da dimensão “integrado”, onde os autores falam sobre governança e coordenação em um Sistema Agroindustrial (SAG), e a dimensão “negócios” que trata da análise financeira e da premissa econômica como base da sustentabilidade do negócio para os envolvidos, além de inovação e qualidade crescentes. E, por último, a dimensão “sustentáveis”, onde entra a preocupação responsável com o meio ambiente e as questões de condições adequadas de trabalho.

O Pins traz ainda um método para a implementação do projeto integrado de negócios sustentáveis que compõem etapas de um plano de negócios de forma sequencial. A primeira etapa é a determinação de oportunidades. A segunda é a análise da atratividade e mercado com enfoque de rede produtiva. A terceira etapa diz respeito ao desenho da rede de negócios e seleção de âncoras participantes, seguida da quarta fase, que é a análise de viabilidade financeira na rede. O quinto momento é o do cálculo das externalidades do projeto, seguido da conquista de parceiros, como bancos financiadores e agentes públicos. Por fim a implementação, como construção dos contratos, por exemplo.

Os autores se preocuparam, ainda, em desenvolver um método para o desenvolvimento regional de um Pins que inclui análise de mercado versus análise técnica inicial. Segundo eles, para alcançar o desenvolvimento regional devem-se desenvolver concomitantemente diversos Pins, a começar pelo levantamento de oportunidades como demandas de mercado, potencial regional de produção/produtos, os Pins possíveis, Pins priorizados, implementação dos Pins e monitoramento dos Pins.

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